Acordo.
E me demoro um pouco.
.
Vejo.
A solidão com os olhos desperto.
.
Volto.
E me sinto suspirar.
.
Viro.
Para tentar me despistar.
.
Lembro.
Que você não vai mais voltar.
Acordo.
E me demoro um pouco.
.
Vejo.
A solidão com os olhos desperto.
.
Volto.
E me sinto suspirar.
.
Viro.
Para tentar me despistar.
.
Lembro.
Que você não vai mais voltar.
Difícil não vincular a poesia ao poeta. Nú, tom objetivo, rasteiro, preciso, descrevem com beleza a feiura da solidão. Outra tão injustiçada por ser sempre lembrada como algo oco. Mas, diz um amigo que precisamos ressignificar as coisas. Eis-me aqui em defesa da beleza da solidão…onde mais podemos estar com nós mesmos tão intimamente?
Comentário a parte…gosto de ler vc. Siga desenhando letras, sigo projetando imagens no mundo das ideias.
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Importante reflexão! A solidão pode significar muitas coisas. E é incrível (e belo) como tem dias que ela surge de uma maneira muito mais forte, querendo nos fazer olhar, querendo conversar, querendo sair. Cabe a nós, olharmos pra ela com paciência e atenção. E como diz seu (nosso) amigo, ressignificar aqueles momentos que são difíceis de lembrar, principalmente, na solidão.
Adoro seus comentários, obrigada novamente 🙂
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